Ainda há expectativa dos cristais da aurora suarem a pétala
O caule, a folhagem espalmada.
Ainda há cabeças que espalham manhãs sob o imenso chapéu de lua.
Ainda há sede de amores límpidos
Como límpidas são as águas que rebentam.
Ainda há brandura na brisa espessa em candura,
Um verão pleno soprando janeiros,
Ainda há crianças abrindo o futuro no mapa das mãos.
Ainda há ternura, socorro ao amor que agoniza
Ainda há passarinhos obstinados no vôo que encontra o horizonte
Ainda há esperança, porque há de ter cura as feridas do mundo.
Apesar da desesperança,apesar de tudo,
A esperança tem esperança ainda.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
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